29/09/2025 | JPIC
Como fortalecer a saúde emocional de crianças e adolescentes
A infância é um período fundamental para o desenvolvimento emocional, e compreender como cuidar dessa dimensão desde os primeiros anos pode transformar o futuro das crianças e adolescentes. Com esse objetivo, a Rede Notre Dame realizou uma live especial na última quinta-feira (25), mediada pela coordenadora pedagógica da Escola Maria Rainha, Patrícia Machado. O encontro reuniu especialistas que abordaram temas essenciais para fortalecer a saúde mental das novas gerações e está disponível na íntegra no canal do YouTube @redenotredame.
A psicóloga e psicanalista da Sociedade Brasileira de Pediatria, Katya Azevedo, destacou que: “A criança percebe e sente, mesmo que ainda não consiga nomear o que está acontecendo. Ela reage ao ambiente, às angústias, às ausências e à forma como é acolhida.” Katya reforçou a importância do “investimento libidinal” dos pais, que ajuda a criança a se sentir valorizada.“O bebê vai sendo narcisizado, ou seja, valorizado, amado, reconhecido como alguém único.” Ela também ressaltou o papel essencial dos limites e da frustração para o desenvolvimento saudável. “Dizer ‘não’ é essencial. Isso ajuda a criança a criar alternativas, a simbolizar e a desenvolver a capacidade de elaborar suas emoções.”
A live, que integrou as ações do Setembro Amarelo, contou ainda com a participação da psicóloga e doutora em Adolescência, Renata Camargo. Ela alertou para o aumento dos casos de automutilação e tentativas de suicídio entre jovens e destacou a importância do diálogo e da escuta ativa entre família e escola. “Quando eu não ensino o meu filho a resolver situações de estresse pequenininho... ele não tem nenhuma habilidade para enfrentar uma crise maior”, enfatizou o risco da superproteção para a saúde emocional dos adolescentes.
Já Márcia Ribeiro, orientadora educacional do Colégio Maria Auxiliadora, trouxe uma perspectiva prática sobre o desenvolvimento socioemocional nas escolas, destacando o uso de recursos lúdicos para ajudar as crianças a nomear e expressar suas emoções. Ela classificou o papel da rotina familiar como “um abraço invisível” e acrescentou: “Quando bem feita, ela colhe, ela protege. Quando ausente ou rígida demais, essa rotina pode gerar insegurança.” Márcia destacou ainda que hábitos simples como horários regulares para dormir e momentos em família são essenciais para a segurança emocional das crianças.
Para assistir à live completa e aprofundar seu conhecimento sobre a saúde emocional de crianças e adolescentes, acesse: www.youtube.com/watch?v=8-zO99aT5cA